'/> ·ï¡÷¡ï· V I D A Humana·ï¡÷¡ï·: fevereiro 2009

fevereiro 28, 2009

Rarindra Prakarsa.



Por vezes tentamos encontrar a maneira exata de transmitir um pensamento... algo que já esteja claro dentro de nós precisa ser transmutado... precisamos encontrar a união perfeita das palavras, o que nem sempre é possível e mesmo que fosse, não garantiria o entendimento... muitas pessoas simplesmente não entendem... é o chamado “analfabetismo funcional” em que não faz muita diferença as palavras que utilizamos...

Mas algumas vezes é mais fácil... basta uma imagem para expressar o que queremos...

“Uma imagem vale mais que mil palavras...”

Um trabalho inspirador é o do fotógrafo indiano Rarindra Prakarsa...

Pessoas, lugares, objetos e animais são como palavras e cada imagem me parece um verso que pode, por quem quiser, ser utilizado na construção de uma poesia particular...

Postei alguns de seus trabalhos em um álbum no Netlog, porém, muitos mais estão pela internet...

- http://pt.netlog.com/ar_regis/photo/setid=120961




A conversa citada abaixo aconteceu no site Orkut.

Glória Maria.

Allan

a falta de entendimento faz parte do pecado original , (e hereditário); demorei a perceber e entender esse problema entre nós seres humanos. Numa conversa informal com uma mulher conceituada espiritualmente, ela me disse : "eu deixo de entender o que vc fala?", é "porque temos uma igual espécie" " as pessoas deveriam se esforçar por entender o que se diz, o que o outro diz, isso faz parte tb da educação , cultura e compreensão, em vez de sair por aí julgando e condenando o outro !"...

a igual espécie facilita o entendimento entre os seres humanos, não somente com as palavras (conversas, discursos, palestras, etc), mas tb nas atitudes, opções e conceitos...e, claro, nos relacionamentos . Contudo a mulher tem toda razão e foi sábia no que me explicou . Hoje em dia, as pessoas têm um péssimo hábito de mentir e inventar coisas, seria bem melhor se esclarecessem as dúvidas e o desentendimento .

Já vivi na pele a transformação do que falo numa coisa totalmente diversa do que falei. O contrário tb acontece. Será que isso é a lenda da famosa "Torre de Babel, da Bíblia, onde de repente ninguém mais se entendia e falavam línguas diferentes?"

Cheguei à conclusão que não posso mais parar prá esse tipo de coisa. Não quero mais ter preocupações e desilusões com tais pessoas. Pretendo atravessar o rio sem isso na mochila!


Allan R. Régis.

Pois é Glória, se consideramos a questão da falta de entendimento de um ponto de vista espiritual e se nos baseamos no que a Mensagem trás (pois nos dois a conhecemos e, provavelmente, a maioria das pessoas desta comunidade), então, temos que um dos efeitos do desenvolvimento do que chamamos “pecado original” é o “enrijecimento” em certos conceitos.

Este “enrijecimento” faz cada um crer ter uma visão muito ampla seja lá do que for, e como cada qual acredita estar certo naquilo que segue (pois não é normal que alguém siga um caminho, sabendo que ele é errado), naturalmente irá defender sua posição. Vejo que outro efeito do “pecado original” e do “enrijecimento” é a incapacidade de se colocar em dúvida o próprio julgamento, o que toca, de certa forma, em vaidade...

" as pessoas deveriam se esforçar por entender o que se diz, o que o outro diz, isso faz parte tb da educação , cultura e compreensaõ, em vez de sair por aí julgando e condenando o outro !"...

Este “esforço por compreender o que o outro diz” é igualmente visto por mim como algo sadio. Vale a pena, já que trata do que motiva alguém a este “esforço”... o querer compreender é o motivo...

“Educar, podemos dizer, significa ajudar a acordar, ajudar a encontrar no próprio ser o ímpeto, a saudade, a vontade de movimentar-se e buscar e descobrir, de crescer, de progredir. E educar significa também aprender a lutar, aprender a intensificar a existência e cumpri-la com decisão e consciência. Educar, basicamente, é ajudar a assumir a vida; é levar o ser a procurar e a aspirar à verdade, a sentir e chamar a luz e a força encobertas nele mesmo; fazê-lo perceber a grande possibilidade que a vida é, o que com ela recebemos, e aprender, conscientemente, a querê-la, vivê-la, dá-la.”
(Rolf Gelewski)

Também acredito que a igual espécie facilite a comunicação, mas como são bem diversos os interesses humanos, temos então uma grande variedade de espécies, sendo assim, a facilidade de comunicação, efeito natural da mesma espécie não significa que essa igual espécie esteja realmente buscando algo “elevado”. Sei que você não escreveu nada com este sentido, estou apenas deixando claro meu ponto de vista.

“Hoje em dia, as pessoas têm um péssimo hábito de mentir e inventar coisas, seria bem melhor se esclarecessem as dúvidas e o desentendimento ".

É, seria mesmo... mas é preciso certa dose de coragem para algumas ações que por fim, podem simplesmente ser interpretadas como ruins por quem não se dispõe a compreender os motivos.

Não posso negar que o argumento é circular, pois ele serve em todo caso e de qualquer lado, então, a diferença está, assim me parece, na comparação daquilo que se apresenta como fato, nas tais evidências... acredito que seja a comparação, a análise que ajudem cada um a separar o que seja mentira/invenção, do que seja verdade. Infelizmente ignorar fatos é uma solução comumente abraçada, embora nem sempre pelos mesmos motivos...

É o caminho que acredito hoje, ser certo, embora seja duro.

“Já vivi na pele a transformação do que falo numa coisa totalmente diversa do que falei. O contrário tb acontece. Será que isso é a lenda da famosa "Torre de Babel, da Biblia, onde de repente ninguém mais se entendia e falavam linguas diferentes?"

Talvez seja mesmo a “Torre de Babel”... também já senti coisas parecidas com o que você deixou. Refleti sobre o tema por muitas vezes e cheguei a seguinte conclusão:

Nem sempre posso dizer que o outro é culpado por não compreender minhas idéias, pois eu também estou sujeito aos efeitos do “pecado original” e do “enrijecimento”, então, é bem possível que o problema tenha solução mais simples, pode ser que eu simplesmente não tenha conseguido encontrar a forma adequada para expressar o que quero e que, por isso o outro não compreenda...

Também, como cada qual acredita estar certo, sempre certo, na sua capacidade de avaliar e julgar, pode a própria pessoa ao invés de procurar esclarecer alguma questão ou de, por outro lado, refinar o modo de expor seus pensamentos, simplesmente dizer que o outro não a compreende por culpa dele mesmo...

Acredito que existam pessoas que não vão mesmo dar bola para argumentos, elas acreditam estarem certas e seguirem a verdade, e ponto... porém, existem outras que com certeza compreenderiam, se a exposição fosse mais clara.

O contato frente a frente é muitíssimo melhor, qualquer ponto pode ser rapidamente esclarecido, mas em ambientes como o Orkut, por exemplo, a coisa muda... é preciso refletir sobre a maneira como uma idéia será exposta, como os outros provavelmente poderão vê-la (afinal, só podemos supor mesmo) para deixá-la o mais clara possível. Quem escreve não pode se esquivar disto dizendo que quem for ler tem de se esforçar por compreensão, pois quem escreve tem de se esforçar por clareza.

Não que tal preocupação evite os desentendimentos, mas, provavelmente os diminui... bem, foi o que encontrei.

Um abraço.

fevereiro 21, 2009

Será Atlante?

O texto abaixo foi retirado da comunidade "Roselis von Sass", site Orkut. A intenção é buscar relação entre a notícia citada e o trabalho chamado "Atlântida, princípio e fim da grande tragédia" de Roselis von Sass, editora Ordem do Graal na Terra.

...
Maria.

Pegada encontrada pode mudar teoria da evolução.

Um grupo de pesquisadores da Bolívia anunciou hoje a descoberta do que pode ser a pegada mais antiga do mundo encontrada próximo ao lago Titicaca. Se eles estiverem certos, o registro nega a teoria da evolução humana e provaria a existência de "outras humanidades", anteriores à atual.

O registro teria entre cinco e 15 milhões de anos, o que provaria a existência de uma humanidade anterior à atual. De acordo com a agência EFE, o grupo, liderado por Jorge Miranda e Freddy Arce, apresentou a teoria no Ministério de Relações Exteriores e quer a opinião de especialistas internacionais. A pegada de um pé esquerdo de 29,5 cm está em uma rocha de arenito. Segundo os pesquisadores, teria sido feita por um ser humano de 1,7 m, com peso de 70 kg, que caminhava ereto. "A teoria da evolução teria muitas dificuldades com esta evidência que estamos mostrando agora" disse Arce. A rocha foi encontrada na localidade de Sullkatiti, onde é objeto de culto. Os moradores da região acreditam que o objeto é uma pegada de seus antepassados, conhecida popularmente por "pisada do inca".

A pegada foi encontrada no ano passado e é estudada desde então. O objeto, que está petrificado, mostra cinco dedos cuja forma demonstra que o ser que o gerou era bípede, segundo o podólogo Guillermo Lazcano disse à agência ANSA.

O questionamento acima recebeu a seguinte resposta de Allan Roberto Régis, participante da comunidade.

Allan-

É uma notícia curiosa, mas embora esteja claro ser um questionamento a teoria da evolução humana e não a teoria da evolução em si (...o registro nega a teoria da evolução humana...), é fácil perceber a confusão em alguns sites que a comentam. Eu deixo alguns ao final. O autor de um artigo em um dos sites que indico, escreve, com relação ao achado que "...apesar de questionável quanto aos milhões de anos", utiliza o mesmo critério que afirmava que o homem nesta época evoluiu...”...

O que o autor entende por “...nesta época evoluiu...” não fica claro.

Embora eu não tenha condições de aprofundar debates sobre a teoria da evolução, percebo que a confusão ocorreu por colocarem em uma mesma panela o fato da evolução e as teorias particulares que a utilizam. Por isto, por aquilo que percebo, querer comprovar que a teoria da evolução esteja errada em seu conjunto, utilizando um achado arqueológico que vai contra uma visão em particular, me parece um contra-senso.

Tanto as descobertas de fósseis, da biologia molecular e a pesquisa geológicas confirmam a idéia de que a estrutura de vida existente hoje no planeta sofreu alterações a partir de formas antigas. Ou seja, os organismos atuais não surgiram em seu estado atual de desenvolvimento. Este é o fato da evolução! Também o natural processo de evolução ilustrado por qualquer semente (da semente ao fruto), ou mesmo o nosso (da criança ao adulto), confirmam o fato da evolução.

Me parece importante notar que na notícia não existe indicação de que o homem não evoluiu de um espécime primitivo (seja ele qual for), apenas que tal evolução se deu em condições diferentes das comumente aceitas. Pois o que está em xeque na notícia são algumas teorias acerca do bipedalismo, da evolução do andar humano e talvez também, da própria colonização do continente americano. De qualquer modo, permanece a idéia de que tal evolução existiu.

Outro fato é que mesmo sem tal "pegada", reviravoltas na teoria da evolução humana são antigas. A crença comum diz que nossos ancestrais se tornaram bípedes na savana africana, o que teria trazido algumas vantagens, tais como: livrar as costas da luz do Sol ( o que permitiria regular melhor a temperatura corporal), liberar as mãos para ter acesso e carregar alimentos, carregar filhotes, ter melhor visão acima do capim, economizar energia (pois o andar sobre 4 patas consumiria muito mais energia do que andar sobre 2 patas).

Então, caso a pegada seja mesmo tão antiga, ela mostra que o andar ereto surgiu em condições diferentes daquelas encontradas na África, pois teria surgido em ambientes de floresta, e isto vai totalmente contra o que ainda se defende como mais provável. O problema é que da forma como foi publicada a notícia, parece que o próprio "fato da evolução" está em jogo, quando nem base para negação tal pegada dá, pois no final das contas teríamos um ser que evoluiu até o ponto de andar ereto em condições diferentes daquelas encontradas na savana. Ela toma esse tom agressivo, pois é bem nítido o preconceito com achados arqueológicos na América Central e América do Sul, bem como também a procura por uma interpretação literal da Bíblia.

Agora, com relação a Atlântida, vamos supor que a pegada tenha mesmo 15 milhões de anos.

O que ela efetivamente nos diz? Uma pegada não nos diz nada sobre o nível cultural do seu dono ou sobre a comunidade em que ele estava inserido (caso estivesse inserido em alguma). Mesmo com aquilo que já foi encontrado, sabemos que houve um grande intervalo preenchido pela evolução daquelas formas primitivas. Tal processo de evolução tem ilustração no desenvolvimento das ferramentas utilizadas.

Sabemos também que nós, humanos modernos, somos uma subespécie chamada de Homo sapiens sapiens, pertencentes a uma espécie chamada de Homo sapiens, que por sua vez, é uma das do gênero Homo. Também sabemos que por mais admiráveis que tivessem sido quaisquer gêneros/espécies anteriores, a todas faltou o que distinguiu o gênero Homo. Sabemos também que nossa espécie fisicamente está relacionada ao gênero Homo. Então, qualquer civilização, por mais antiga que seja, tem de estar situada após o surgimento do gênero Homo.

Vejo certa distância entre o andar sobre duas pernas e o ter capacidade cerebral para modificar o ambiente através de formações refinadas, como seriam as decorrentes da agricultura, por exemplo.

Sendo assim, chego ao ponto de acreditar que não foi apenas a evolução física em si que proporcionou o desenvolvimento, pois mesmo os humanos anatomicamente modernos se comportaram de maneira arcaica durante muito tempo, antes de evoluírem comportamentos modernos.

Como sabemos que cientificamente não existe uma explicação capaz de esclarecer como o cérebro humano converte descargas elétricas e químicas naquilo que vivenciamos como consciência, então, algo singular aconteceu naquele período, algo que proporcionou não apenas um refinamento anatômico, mas também, um desenvolvimento anímico. Sendo assim, o surgimento de civilizações complexas, com conhecimentos de arquitetura ou manifestações através de esculturas, com algum tipo de religião estatal ou que fizessem uso do fogo, ou de modo mais claro, civilizações com aquele desenvolvimento visto nas grandes que sabemos ter existido, como por exemplo, a dos Olmecas, Incas, Maias, Gregos, Romanos, etc.., são posteriores a este "salto evolutivo".

Eis a razão de eu não acreditar que tal pegada possa ser utilizada para que abordemos Atlântida, pois teríamos uma civilização anterior ao surgimento até do gênero do qual nossa espécie descende.

Fico com a impressão de que esta notícia, ao contrário de nos dar base para argumentarmos sobre Atlântida, pode bem motivar em quem quiser, reflexões sobre o processo de refinamento deste “ancestral comum”. Sobre “o que” teria impulsionado este “salto evolutivo”.

Mas, é só uma idéia.

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Assembléia de Deus de São Lourenço do Oeste. - http://www.adsaolourenco.org.br/




Incas. A degeneração de um povo.

O texto abaixo foi retirado da comunidade "Roselis von Sass", site Orkut. A proposta é apresentar informações para que se possa comparar diferentes edições do citado livro de Roselis von Sass , para que, por comparação, possamos ficar cientes das alterações ocorridas.
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Incas. A degeneração de um povo.

Autor: Vito Marino.
- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1858847&tid=5245357230064061877&start=1

Reproduzo abaixo, para conhecimento dos futuros particiantes deste fórum, um SubCapítulo do livro "O Livro do Juízo Final" subtraído das últimas edições pela Editora:

Por Roselis von Sass do “Livro do Juízo Final”, 1ª edição 1969 e 2ª edição 1976Sub-Capítulo:A Degeneração dos Incas.

Não, os servos de Lúcifer não dormiam. Por toda a parte estendiam suas redes, nas quais os seres humanos de raciocínio ficaram presos.Também os poderosos incas, maias, astecas etc. Não constituíam nenhuma exceção... A história marca o início da cultura incaica por volta de 1.200 antes de Cristo. Essa data, como tantas outras de tradições históricas, não corresponde à verdade. Pode-se dizer que a decadência dos incas manifestou-se terrenamente três mil anos a.C., época em que os mais fortes servos de Lúcifer deram início a sua obra. Primeiramente, alguns sacerdotes incas, mediúnicos, e virgens do sol ouviram a notícia do novo deus e de sua nova doutrina. Esse deus anunciou o poder do amor e denominou-se regente do gênero humano!... Os incas eram um dos povos mais antigos da Terra que possuíam um elevado saber espiritual. Todavia, com o decorrer do tempo tornaram-se espiritualmente tão indolentes, que não perceberam o mal infiltrar-se sorrateiramente, envenenando suas vidas... Vagarosamente, por toda a parte a mentira substituía a verdade. A influência luciferiana fazia-se sentir, mais forte em cada nova geração. Ao chegar o ano 1.200 a.C., nada mais restava da grandeza espiritual de outrora... Terrenamente, o império dos incas era poderoso e extenso, pois abrangia o Peru, Bolívia, Equador e uma parte do Chile e da Argentina de hoje. Apesar disso, desde essa época, o império dos incas era mantido pelo terror. Os povos subjugados, saturados da escravidão, provocavam constantemente rebeliões. Tais revoltas eram suprimidas com combates sangrentos. Todos os trabalhos demorados e pesados eram executados por escravos.

Trabalhavam nas minas de cobre, de estanho e de prata; construíam estradas e aquedutos que passavam por montanhas e vales, e faziam derrubadas de árvores gigantescas para utilizar a madeira nas construções e muito mais ainda... Havia muitos artistas entre os povos escravizados: ourives, escultores, entalhadores, lapidadores de pedras preciosas, etc... A escravatura já nos revela como se encontrava o povo inca que outrora ocupara posição tão elevada!... Antes de sua decadência, os incas eram extraordinários agricultores, arquitetos e astrônomos! Os povos enteais eram seus mestres enquanto tinham confiança neles...Todos esses processos de desenvolvimento realizavam-se naquelas épocas muito mais lentamente do que é hoje. A pressa e o afoitamento eram desconhecidos. Havia tempo de sobra para cada um. Portanto, havia tempo para examinar e raciocinar a fim de diferenciar o falso, do legítimo. Esses relatos, porém, não constituem uma biografia do povo inca. Muitos livros poderiam ser escritos sobre a verdadeira e antiga história dos incas, bem como de outros povos, que aqui são mencionados apenas por ser necessário à finalidade deste livro!

Os incas veneravam durante longo tempo o sol, pois este era para eles o reflexo do Amor Onipotente de Deus que reinava no supremo, inalcançável e eterno céu, acima de todos os sóis... Comparavam as irradiações do sol com os braços carinhosos de uma mãe que envolvia a Terra com todas as suas criaturas, aquecendo e nutrindo-as... Por tal motivo denominavam freqüentemente o sol de "grande mãe"! Contudo, os incas, enquanto mantinham ligação com os mundos enteálicos, sabiam que todos os astros solares eram governados por enteais masculinos. Várias vezes, principalmente as mulheres incas, viam nos raios solares do sol nascente, a grande e maravilhosa Astarte, a corporificação enteal da Pureza, que pairava sobre as águas. Em tempos idos, Astarte aparecia freqüentemente às mulheres terrenas. Ela fortalecia e estimulava a pura fidelidade à Luz em seus espíritos, fidelidade essa que é a suprema virtude da feminilidade na Criação...Toda a natureza era sagrada para os incas. Conheciam e amavam os entes que viviam nas flores, nas árvores e nas águas, e denominavam-nos de "senhor e senhora". As minúsculas Fadinhas das flores eram para eles as senhoras das flores; as Ondinas, as senhoras das águas e assim por diante... Em cada Templo do Sol era celebrado o astro rei como reflexo do Amor de Deus e a Grande Mãe (Astarte), como protetora das mulheres... Havia sacerdotes do sol e virgens do sol... Todas as moças incas enquanto não se uniam a um homem, eram virgens do sol. Para essa finalidade eram cuidadosamente instruídas. Aprendiam a cantar, a fazer poesias e a tocar algum instrumento musical. Também o passo rítmico das danças das flores que constituíam em todas as solenidades dos templos, o ponto culminante, tinham que ensaiar. Conjuntamente, era-lhes ensinado tecer, trançar, retorcer o fio e tingir a lã ou outras fibras...

As tapeçarias que as moças teciam para as paredes dos Templos do Sol, eram preciosas obras de arte que levavam anos para serem executadas. Esses tapetes davam a impressão de que milhares de coloridas e brilhantes penas circulavam em volta de um sol amarelo dourado. Em todas as paredes dos templos pendiam esses maravilhosos tecidos. Da mesma forma, os mantos dos reis dos incas que originalmente também mantinham o encargo de supremo sacerdote, apresentavam o mesmo bordado que as tapeçarias. Só muito mais tarde, quando foi introduzida a idolatria, é que algumas virgens do sol tiveram a idéia de confeccioná-los com legítimas penas de pássaros, a fim de torná-los ainda mais brilhantes... Assim teve início uma matança de pássaros como jamais ocorrera... Os enteais na medida que lhes foi possível, tocavam os pássaros para longe. Contudo, os astutos seres humanos, apesar disso, perseguiam-nos até apanhá-los, pois os pássaros serviriam para uma finalidade sagrada, já que suas penas ornamentariam templos e reis!... O fogo também era sagrado para os incas, como reflexo do sol. Em todas as solenidades do astro rei os sacerdotes acendiam fogueiras consideradas sagradas, nas quais empregavam lenhas de aroma especial. As fogueiras eram feitas à direita e à esquerda da entrada do templo. Em suas preleções os sacerdotes nunca se esqueciam de mostrar a profunda significação do fogo. Diziam, por exemplo:"O amor puro e brilhante nascendo nos corações dos seres humanos, é a chama do sagrado fogo do templo que se eleva para o céu, transformando-se em maravilhosa flor nos invisíveis Jardins Celestes..." Afirmavam ainda que "essas flores possuíam tanta intensidade de luz que iluminariam os caminhos até os Jardins Celestes para aqueles que deixavam a Terra após a morte...."

Os incas tinham muitas parábolas significativas que se referiam à vida terrena e à vinda do Além. Possuíam diretrizes espirituais e podiam contar com o auxílio dos povos enteais em todas as circunstâncias de suas vidas. No entanto, enredaram-se nas teias de Lúcifer... Quase imperceptivelmente, a substância hostil à Luz infiltrava-se nas almas dos sacerdotes, dos reis incas e das virgens do sol, e finalmente, não só o povo inca, mas também outros povos que estavam em contato com eles, foram contaminados... A mentira triunfara... A corrupção rastejante da moral transformara assustadoramente o povo inca, outrora tão pacífico. Os sacerdotes incaicos introduziram a idolatria e comunicaram que muitos enteais da natureza eram demônios, ocasionando sérios malefícios às criaturas humanas... Os inúmeros acidentes, doenças e revoltas deviam ser considerados exclusivamente como consequências das forças demoníacas... Contudo, os demônios podiam ser acalmados mediante sacrifícios, preces e flagelações... Depois dessa comunicação os Templos do Sol, em determinadas épocas, transformavam-se em verdadeiros matadouros. Foram escolhidos, aos milhares, uma espécie de veados mansos, de cor branco-acinzentada, para serem oferecidos em sacrifício. Enquanto o sangue dos animais, muitas vezes ainda com vida, escorria das feridas abertas, no altar de sacrifício, os sacerdotes entoavam um canto que mais se assemelhava ao uivo de lobos. Concomitantemente, uma multidão de pessoas acotovelava-se até o altar de sacrifícios para umedecer as pontas dos dedos no sagrado sangue daqueles animais...

"Pois o sangue era a melhor proteção contra os demônios", ensinavam os sacerdotes... Havia outra comemoração denominada "festa da remissão", na qual multidões de mulheres e homens deixavam-se mortificar nos pátios isolados dos templos. As flagelações eram geralmente aplicadas por sacerdotes que, com prazer sádico, açoitavam com feixes e varas as costas vergadas. Quando eles se cansavam, os homens e as mulheres mortificavam-se mutuamente até que a pele sangrasse, pois somente o sangue purificaria os seres humanos de seus pecados... Nesse ínterim, os sacerdotes realizavam entre si cerimônias noturnas e secretas, nas quais jovens, em geral moças, eram sacrificadas. Esse rito, até o seu término, era feito exclusivamente em segredo, em contraste com os ritos dos astecas... Também a vida dos reis incas modificou-se desde que uma mediúnica virgem do sol, por ordem de um poderoso deus, anunciara que cada rei inca, bem como seus filhos, seriam de origem Divina. Todos eles foram tomados por uma espécie de megalomania. Aconselhados pelos sacerdotes, usavam máscaras quando apareciam ao povo, a fim de que o aspecto de suas fisionomias Divinas não perturbasse os seres humanos...

O Sub-capítulo reproduzido aqui, foi copiado da 2ª edição do “Livro do Juízo Final”, de 1976, da pg. 272 até pag. 276. Equivaleria nas edições mais recentes, estar entre os Sub-capítulos “A Epidemia de Ur” e “Toltecas” no Capítulo: “Da Atuação dos Grandes e Pequenos Enteais da Natureza! – 2ª Parte”.Este SubCapítulo foi EXTRAÍDO nas edições subseqüentes do Livro do Juízo Final. Não existe mais.

O questionamento abaixo foi feito à Vito Marino por Rafael Tavana, participante da comunidade.

Rafael- ... Deve haver um motivo para o tópico, não? ... Bem, dadas as circunstâncias do post acima, venho através desta pergunta tentar entender o porque deste post.Caro sr. Vito, entendi o propósito de explanar algo que foi extraído de um livro que foi re-editado para que seja de conhecimento de todos, porém, eu me reservo no direito de perguntar:Afinal, qual o propósito deste tópico? Há de se crer que necessecitamos das devidas explicações ou mesmo ter idéia do que o sr. quis transmitir com esse texto, para assim podermos debater sobre ele. Grato!

Resposta de Vito Marino.

Resposta1:

Prezado Sr. Rafael, Grato pelo reajuste ao Post. Pode me chamar simplesmente de Vito, se o Sr. quiser. Como disse em minha primeira mensagem, o meu intuito inicial era simplesmente para o “conhecimento” dos particiantes deste fórum, o envio deste SubCapítulo “A Degeneração dos Incas” de uma antiga edição do livro (2ª edição, 1976) que possuo: “O Livro do Juízo Final”, de Roselis von Sass, OGT, como informação de que foi subtraído de edições posteriores. Este seria o motivo do Tópico, “informar”, em vista de que os membros deste fórum ou vários destes, já leram ou conhecem este livro. Através desta informação, podem-se levantar questões por todos, visando esclarecimentos a cada um que queira participar. Para aqueles que já leram ou estudaram o outro livro “A Verdade sobre os Incas” da mesma autora, podem constatar que existem duas visões contrárias sobre os Incas. Pois é visível GRANDES contradições entre ambos os livros “A Verdade Sobre Os Incas” e “O Livro do Juízo Final”. Fica então a pergunta: “Por que?” Pensando nisso, enviarei uma mensagem-resposta por vez, de fatos escritos e constatados por aqueles que já leram ambos os livros. Enviarei por partes as mensagens, devido as restrições de “tamanho físico do orkut” como todos sabem.

Resposta2:

Trecho extraído do livro "A Verdade sobre os Incas", oitava edição-revisada, 1999, de Roselis Von Sass, do subcapítulo "A Decadência de Povos Outrora de Nível Elevado", que integra o capítulo XXI- "Os Locais de Refúgio", pg.266:A Decadência de Povos Outrora de Nível ElevadoMuitas mentiras a respeito dos incas foram divulgadas pelos conquistadores. Falavam, por exemplo, de inimizade entre os filhos do rei e de fratricídio entre eles... de escravidão imposta a outros povos pelos incas, de sua vida perversa, de sangrentos cultos de ídolos e assim por diante. Tudo para desfazer seus próprios crimes, para se livrarem da mácula que pesava sobre eles. Os adeptos da Igreja que não sabiam de nada consideravam os cruéis conquistadores ainda como "libertadores", que haviam tornado a doutrina de Jesus acessível aos povos afundados no paganismo.E assim aconteceu. A doutrina de Jesus, deturpada, foi divulgada nos países conquistados. Pois como era de se prever, a Igreja tinha ganho a supremacia. Embora demorasse decênios e às vezes séculos até que todos se deixassem "converter".Não apenas a doutrina de Jesus, deturpada, mas também todos os males humanos chegaram com a conquista do país, ou melhor dito, dos países. Alastraram-se todas as espécies de doenças, vícios e mesmo a pobreza, que até aquela época era desconhecida. Por isso não é de se admirar que muitos se entregassem ao vício das folhas de coca. Essas folhas saciavam sua fome, amainavam suas dores e faziam-nos esquecer sua existência miserável.Quase seis milhões de pessoas que ainda hoje vivem lá falam o quíchua, a língua inca. Por isso, erroneamente, são denominados de descendentes dos incas. Os pretensos descendentes não esqueceram os incas. Ainda fazem muito a fim de conservar viva, pelo menos em parte, a tradição inca.

Resposta3:


Incas: Um Povo Especial ou Degenerado?


Pg. 270 de "A Verdade sobre os Incas”, oitava edição:

A civilização Inca foi outrora possuidora de sabedoria e ligação com a Luz; grupo formado por pessoas especiais, "Que pertenciam à comitiva de um elevado enviado da Luz".


Resposta4-a:

Conflitos de Datas. Segundo a autora, no seu "Livro do Juízo Final, edição de 1976, no subcapítulo chamado "A Degeneração dos Incas" (inexistente nas edições atuais), a decadência do povo inca iniciara-se muito antes do nascimento de Jesus. Não restam dúvidas quanto ao período de decadência do povo inca. Agora, vejamos alguns trechos escritos pela mesma autora, no livro "A Verdade sobre os Incas", edição de 1999, pg. 24, subcapítulo "O Cometa":


"Os incas eram um povo feliz. Feliz no espírito e feliz na Terra. Sonhavam ainda com um paraíso, quando todos os outros povos já haviam perdido o caminho que conduzia a esse paraíso.""---Um cometa! Um cometa!Sim, um cometa movimentava-se no céu. Um cometa com uma cauda tão comprida, que se estendia de um lado a outro do céu.---Esse não é um cometa comum! Disse um dos astrônomos pensativamente. É de outra espécie. É um anunciador. A vinda de um cometa assim, na Terra, sempre está ligada a um acontecimento de âmbito mundial.Cheios de devoção e com um anseio inconsciente no coração, todos olhavam para o céu."

Resposta4-b:

"Os astrônomos seguiram com os olhos de seu espírito o rastro do cometa. Para que parte da Terra e a que povo teria sido enviado?---Ele anuncia o nascimento de um espírito de sublimes alturas. Isto já aconteceu várias vezes, desde que existem seres humanos na Terra! Disse um deles."

"O sublime, em quem todos estavam pensando, nascera, nesse ínterim em Belém. Só que... esse nascimento aconteceu doze anos antes da data fixada pelos dignatários eclesiásticos, como data do nascimento de Jesus." Com tais narrações temos um quadro bem diferente daquele elucidado anteriormente. Não se trata mais de um povo que na época da vinda de Jesus para a Terra, já havia perdido sua "grandeza espiritual" de outrora, mas sim de pessoas devotas com os olhares voltados para o céu. Temos uma tremenda contradição, que foi "sanada", com a retirada do subcapítulo do Livro do Juízo Final, da edição de 1976. Observe-se que nesta época a autora ainda não havia escrito seu livro "A Verdade sobre os Incas". Uma das duas versões deveria prevalecer e hoje sabe-se qual foi.

Resposta5:

Como a Civilização Inca Dominou Outros Povos A adiantada civilização que foi retratada pela autora em seu livro "A Verdade sobre os Incas", também mostra-se dominadora, porém sem o uso da violência, já que maldade e crueldade não combinam com o tema insistentemente abordado em sua obra, o qual refere-se a um povo especial e puro. Podemos constatar isso nos trechos extraídos do seu Epílogo pg.274:

"Ao longo do tempo os incas dominaram cerca de quinhentas tribos e povos maiores e menores. Sim, eles dominaram esses povos. Mas não no sentido que hoje se entende por "dominar". Os incas exerciam seu poder devido às suas extraordinárias capacitações espirituais. A singular posição que possuíam entre os outros povos efetuava-se pela força de seus espíritos puros. Da maneira mais natural. Por intermédio de seu saber, sua capacidade, seu amor ao próximo e assim por diante."

A seguir, todos poderão constatar que no "Livro do Juízo Final" de 1976, sua opinião sobre o povo inca era bem outra. Roselis von Sass nos brinda com um texto contendo detalhes da sordidez e crueldade do povo que, em obras posteriores se converteria em uma espécie de elite espiritual, dada a sua constituição nobre e pura. E assim ela descreve:"...Terrenamente, o império dos incas era poderoso e extenso, pois abrangia o Peru, Bolívia, Equador e uma parte do Chile e da Argentina de hoje. Apesar disso, desde essa época, o império dos incas era mantido pelo terror. Os povos subjugados, saturados da escravidão, provocavam constantemente rebeliões. Tais revoltas eram suprimidas com combates sangrentos"

"A escravatura já nos revela como se encontrava em decadência o povo inca que outrora ocupara posição tão elevada!..."

>>>> Termino este tópico deixando mais uma pergunta, dentre várias que podemos pensar daqui pra frente, e que seria bom se todos se permitissem fazer: Segundo Roselis Von Sass, e, segundo os livros editados, como a civilização inca dominou outros povos? <<<<

fevereiro 14, 2009

Razões para a guerra.

 
Autor: José Carlos Brasil Peixoto.
Todas as vezes que os EUA entraram nas guerras do século XX foram precedidas de fatos que a história descobriu serem mentiras..

Recentemente temos sido brindados com um grande número de filmes do gênero documentário. Uma série deles ganhou um interessante espaço numa ação de divulgação tipicamente underground e, naturalmente, todos buscam colocar o espectador frente a novas formas de enxergar o momento histórico que estamos vivendo, podendo instruir a uma nova mentalidade crítica ou a novas atitudes sócio-ambientais, entre outras perspectivas oferecidas.


O filme “Razões para a guerra” (Why we fight), que deverá ser distribuído em breve pela Sony Pictures, é um documentário sem tom histriônico: não tenta modificar a fisiologia humana, não re-inventa a história da humanidade, e nem tenta propor radicalizações comportamentais. Ele apenas informa fatos conhecidos. Com mais clareza! Essa virtude lhe rendeu algumas premiações. E finalmente o público brasileiro poderá conhecê-lo.

De certa maneira, “Razões para guerra”, revisa um tema já visto no excelente “The corporation”, mas o disseca com amplitude. O assunto não é novo: - como a ação corporativa introduz um aspecto novo no movimento militarista da segunda metade do século XX e perverte a forma de agir dos Estados Unidos, pelo estabelecimento de conexões corrompidas entre as empresas - que obtém lucros fabulosos com a manutenção de um verdadeiro ambiente de guerra, que nunca foi abrandado após o início da segunda guerra mundial - com peças chaves do governo americano.

É muito desolador se observar que o mundo moderno, homenageado pelas conquistas tecnológicas, nunca abriu mão de sua postura belicosa. Embora possa parecer um pensamento meio simplista, é possível se pensar que todas as virtudes da tecnologia são “sobras” do desenvolvimento armamentista, não somente as armas em si, mas todos os equipamentos que foram qualificados paralelamente para aprimorar as estratégias de guerra: os novos meios de comunicação, as novas tecnologias de informática, os novos progressos em engenharia etc. Vozes tradicionais poderão argumentar que as vantagens que foram disponibilizadas devem sobrepor-se às mazelas bélicas. Mas talvez isso não passe de visão tolerante, típica das pessoas que não querem se sentir responsáveis pelo sofrimento de outrem.

Todos sabemos que a maioria da população mundial não tem acesso às virtudes dos avanços tecnológicos atuais. Também sabemos que é muito difícil que as milhões de mortes provocadas direta ou indiretamente pelo contínuo estado de guerra tenham um custo menor que as eventuais vantagens dos progressos que imaginamos ter alcançado. Pior ainda seria propor que tais mortes fariam parte do “investimento” para o progresso.

“Razões para a guerra” começa de um ponto importante, mas meio esquecido da história: a advertência que o presidente Dwight D. Eisenhower fez ao povo americano sobre a necessidade da população ficar muito atenta sobre o modo de se fazer controle sobre a crescente importância econômica da indústria armamentista na época em que ele se retirava do governo. O filme utiliza como linha de condução da narrativa as impressões de um cidadão comum de Nova York que foi brutalmente tocado pelo 11 de setembro. À medida que o filme avança, esse personagem vai mostrando as modificações na sua postura frente aos progressos que faz no conhecimento dos fatos pertinentes a essa simbólica catástrofe americana. Uma catástrofe que gerou intenso sofrimento em pessoas comuns e incalculáveis lucros para uma parcela importante do poder daquele país.

O documentário mostra ainda como uma pessoa comum responde à pergunta: “Por que nós lutamos?”. “Lutamos pela liberdade” vai ser uma resposta chavão. Essa resposta faz parte de uma cultura que tentou justificar a guerra pelos melhores motivos. Não se deve esquecer que “Why we fight” era o título de uma série dirigida pelo diretor Frank Capra, na época da segunda guerra, que visava familiarizar o povo americano com seus soldados – foi uma série tipicamente propagandista da guerra. A boa propaganda é muito eficiente em montar mentalidades.

Essa e outras informações são mostradas nesse excelente documentário, feito, por incrível que pareça, por americanos! Se nós queremos defender e promulgar a paz, sem dúvida, precisamos conhecer, e bem, as razões para a guerra!



Para assitir:
- https://vimeo.com/29896630


Roseis von Sass. - O amor recusado.

O artigo abaixo tem por objetivo incentivar reflexão sobre os escritos de Roselis von Sass, bem como sobre os efeitos que tais escritos podem ter sobre aqueles que porventura considerem valioso o que o livro chamado "Mensagem do Graal" demonstra. Neste sentido, a reflexão proposta será compreendida apenas por quem conhece e, de alguma forma, procura assimilar as informações propostas tanto pela autora citada como por aquelas presentes no livro Mensagem do Graal.



No livro “A Grande Pirâmide Revela seu Segredo”, página 90 (1989) está uma conversa entre Thisbe e Sargon. O tema é a queda de Lúcifer, diz o seguinte:

“...Esse servo caído era um grande anjo enviado pelo nosso Criador como mestre para os seres humanos. Antes (grifo meu) de tornar-se o 'anjo do mal' – é assim que o chamamos - foi-lhe permitido ver frequentemente a rainha do Céu, Tiamat. Ele inflamou-se de amor por essa eternamente inatingível figura celestial e perseguia-a com esse amor. Tiamat recusou-o severamente, desaparecendo da esfera dele. O anjo transgressor jurou vingança. Cumpriria sua missão. Guiaria os seres humanos e os tornaria sábios. Mas ao mesmo tempo ele os separaria do amor que ligava todas as criaturas à rainha do Céu. Amor, muito amor deveriam as criaturas humanas conhecer! Contudo, seria uma espécie de amor que haveria de destruir e apagar a raça humana...”

Tiamat, Timate ou Tiamate são referências ao mito semítico e babilônico no qual as Águas Primitivas fornecem o material do qual os deuses, homens, os céus e a terra apareceram. Neste mito da criação, a mãe primitiva (Timate) está associada a um pai primitivo (Apsu/Assur). Eles são os pais dos deuses. Em um desenvolvimento posterior do mito, Marduque ou Marduk – que era o principal deus do panteão babilônico - é o deus da vida e a luz, enquanto Timate é a personificação dos poderes da escuridão e do caos. Ela é representada como águas caóticas e como uma serpente enfurecida, um temeroso monstro dragão. Um estágio mais avançado dos mitos que cercam Timate são seus esforços com Marduque e depois Asur. Timate é morta e seu corpo é dividido no cosmo inferior e superior. A história é contata no Enuma Elisch, importante texto cosmológico da mesopotâmia. Foi escrito em sete tabletes, no dialeto acádico da Babilônia e era usado nas cerimônias épicas do ritual do ano Novo, no grande templo de Esagila.

Tiamat, segundo o exposto, é a rainha do céu, sendo identificada como Elizabeth para leitores da Mensagem do Graal. O anjo do mal, Lúcifer.  Lúcifer é um arcanjo, e é, como tal, eterno, tendo sua origem em certa “proximidade” do Criador.  De forma bem objetiva, consideremos. 

É possível que uma criatura (Lúcifer) tenha, naquela proximidade do Criador, desenvolvido um desejo, ou melhor, uma vontade diferente daquela que esta própria proximidade impõem? É possível que naquela altura tenha se inflamado de amor e jurado vingança por um amor recusado? É possível que tenha ocorrido uma falha consciente como o trecho citado propõe? (“O anjo transgressor jurou vingança”.)

Não! Não é possível!

Tal coisa (falha) somente pode ocorrer em regiões muito afastadas do divinal e espiritual. Ver o livro "Jesus Ensina as Leis da Criação", páginas 201 e 212 . de Roberto C.P.Júnior.

“Só em regiões muito afastadas do reino espiritual, como é o caso do plano material da Criação, é possível a ocorrência de uma falha consciente de uma criatura, o pecado, que traz como conseqüência inevitável a dor e o sofrimento.” Página 201.

”O erro, a falha – também poderíamos chamar pecado – é, porém, um evento não desejado pelo Alto, algo que só pode existir na periferia da Criação, devido à incomensurável distância que separa o plano material da Fonte de toda a vida, situada acima de tudo quanto existe. Unicamente essa distância inconcebível permite a uma criatura portadora de vontade própria, como é o caso do ser humano, agir de modo contrário à Vontade do Criador.”

Eis algo para refletirmos, pois se nós, seres humanos, somente podemos falhar devido a grande distância, quanto mais difícil seria ao “anjo do mal”, mencionado acima, falhar daquela forma, justamente em tal proximidade da Fonte de toda a vida... pois não é possível uma vontade própria naquela altura...  E o que nos diz a Mensagem?

“Já sabeis que só Deus é inenteal! Tudo o mais é enteal. E a isso pertencem em primeiro lugar os arcanjos, como colunas do trono! Estes vibram ainda completa e exclusivamente na Vontade de Deus, sem mais nada quererem por si próprios. E como nada existe que na Criação não tome forma automaticamente, segundo a lei de Deus, dessa maneira esses anjos, que não agem absolutamente por vontade própria, mas vibram somente na Vontade de Deus, têm asas, portanto vibrações.”.
Dissertação “A Rainha primordial.”.

“A discórdia iniciou-se depois do começo da formação de tudo que é matéria. Enviado para amparar o espírito-enteal na matéria e favorecer no desenvolvimento, não cumpriu essa sua incumbência no sentido da Vontade criadora de Deus-Pai, ao contrário, escolheu outros caminhos do que aqueles que lhe foram indicados por essa Vontade criadora, devido a um querer que lhe veio durante sua atuação na matéria”.

Dissertação “O Mistério Lúcifer”

Vale lembrar que a primeira parte do livro “Aspectos do antigo Egito” também vai contra as palavras apresentadas no livro da Pirâmide, palavras que não tem relação com a Mensagem. Talvez aqui surja a seguinte observação:

"- Mas Roselis não afirma que concorda com isto, pois tal acontecimento não é mencionado no ‘Livro do Juízo Final’, no capítulo 'Lúcifer'. Talvez ela apenas tenha retransmitido um ensinamento vigente naquele tempo, sem nenhuma outra intenção."

Tal observação ficaria sem sentido, pois as descrições restantes são aceitas como fato, bem como também, a sabedoria atribuída aqueles sábios e a ela própria.

Percebamos a confusão. No “Livro do Juízo Final” está:

“Lúcifer, porém, começou a desenvolver uma vontade própria, desviando-se cada vez mais dos princípios da Luz. Como arcanjo Divino não tinha um livre arbítrio e vibrava então, também, como todos os anjos, incondicionalmente na Vontade e no Amor de Deus.”.
É uma visão diferente da apresentada no livro da Pirâmide.

É possível tentar argumentar de várias outras formas, para no final ter de se reconhecer que temos pontos divergentes e que somente um deles leva a Mensagem. Mesmo assim é importante enfatizar que o tema neste momento é este falhar de Lúcifer, naquele ponto,

Os pontos principais são: o amor cobiçoso naquela altura e uma ação “conscientemente” contrária a Vontade de Deus, naquele ponto.
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O link abaixo faz menção a um que texto foi originalmente publicado no site Orkut e decorre de postagens feitas em várias comunidades relacionadas.
 
O “retorno” do Filho do Homem.