'/> ·ï¡÷¡ï· V I D A Humana·ï¡÷¡ï·: março 2009

março 15, 2009

Dois lobos...

Faz certo tempo um conhecido publicou a mensagem abaixo em uma comunidade do Orkut. Pouco tempo depois encontrei a mesma mensagem publicada no livro "O Poder do Mito" de Joseph Campbell. Gostei tanto dela que a copiei e publiquei em várias comunidades e sites, em uma destas comunidades, chamada "Vida Iluminada", no site Netlog, surgiu a conversa que segue abaixo. A imagem abaixo copiei do blog "Fragmentos", blog que indico no menu "Blogs e fotologs".

Vida iluminada (Netlog) - http://pt.netlog.com/clan/VidaIluminada/blog/blogID=150076


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Allan Roberto Régis.


"Um velho Índio Cherokee iniciava seu neto aos propósitos da vida:

'Uma luta ocorre dentro de mim', dizia ele ao menino. 'É uma luta terrível entre dois lobos. Um é cheio de inveja, cólera, avareza, ciúmes, arrogância, ressentimentos, possessão, mentiras, superioridade, orgulho. O outro é bom. Ele é pacifico, feliz, sereno, humilde, generoso, verdadeiro e cheio de compaixão. Esta luta está também dentro de você, minha criança. Está também dentro de cada pessoa'.

O menino pensa um instante e interroga o avo: 'Qual dos dois lobos ganhara a luta?' O velho Índio lhe responde simplesmente: 'Aquele que você alimentar'. "



Maria Dirceu.

O lado Sombra é aquele aspecto da personalidade que insistimos em negar, que permanece obscuro e quase sempre com tendências a se projetar naqueles que estão próximos de nós afetivamente, na maioria das vezes nas pessoas do mesmo sexo. Dessa forma, acabamos por ver nosso lado Sombra no comportamento alheio, valorizando-o no outro porque, na verdade, ele se ressalta a partir de nós mesmos.

Quando observamos estarmos criticando nas pessoas, muito sistematicamente, determinados tipos de comportamento, fiquemos atentos pois poderá ser um aspecto de nossa própria Sombra que queremos negar.

Trazendo a interpretação da Sombra para o paradigma transpessoal, vamos entende-la como a bagagem de nossas histórias pregressas, das vidas passadas que permanecem em nós, através das personalidades que já vivemos, não elaboramos e que continuam presentes influenciando nossas atitudes inconscientemente.

O fato de termos uma história palingenésica, de termos vivido muitas encarnações, nos leva à concepção de uma personalidade global em construção, que é o somatório das personalidades transitórias vividas. Quando alguma dessas personalidades deixa conflitos não resolvidos, que não foram elaborados pela consciência para se transformarem em produtos de evolução - e isso parece acontecer quase que invariavelmente - esses conflitos continuam aguardando resolução. Nesse estado psíquico, apesar de estarmos com a nova personalidade da vida atual, as anteriores se mantêm influenciando o comportamento.

Assim, um grande desafio para o encontro do equilíbrio emocional é tornar consciente nossa Sombra, no processo que Jung chamou de individuação, dando-nos uma visão mais clara de nosso self, de nossa totalidade.

Estudar-se e conhecer-se a si mesmo, como autodidata ou em processos analíticos, é facilitar medidas profiláticas e terapêuticas para o alcance da felicidade e da paz interior.

Nem sempre conseguimos ver como estamos, por isso fazemos uso de um espelho que reflita nossa imagem. E a melhor forma de analisar a íntegra de quem somos é observar, no espelho da mente alheia, as projeções que fazemos de nossa Sombra, para que, olhando-a frente a frente, venhamos a aceitá-la e elaborá-la no rumo da saúde mental.


Dudanty.

O mal nunca vence o bem, a menos que você alimente.


Allan Roberto Régis.

Este é um texto que pode suscitar reflexões bem amplas. Suas palavras Marilia dão oportunidade para desenvolvermos alguns aspectos bem interessantes.

Jung concebeu uma projeção arquétipa e a denominou de “A Sombra”. Através dela ele explica os desejos por meio dos quais as pessoas atraem o infortúnio contra si mesmas, seria o que é mau e negativo dentro da personalidade humana. Existe também um outro arquétipo chamado de “O Eu” e este personificaria a nossa natureza mais desenvolvida sendo uma espécie de integração de nossas forças interiores. Isto é claro, grosso modo, focando no tema proposto temos então as duas possibilidades a serem reconhecidas, desenvolvidas e compreendidas.

Você também argumenta no sentido de que aquilo que vemos ressaltado nos outros na verdade é um reflexo de características arraigadas em nós mesmos. É um ponto de vista que tem minha simpatia, igualmente a união que você faz deste fato com a reencarnação e os desenvolvimentos ocorridos por conta das diversas vidas que já tivemos a oportunidade de lograr... Mesmo assim, não acredito ser necessário recorrer a idéia da reencarnação para considerar esta “personalidade em desenvolvimento”. Eu acredito e aceito a reencarnação, mas sei que existe quem não acredita, então, se considerarmos apenas nosso atual momento e apenas uma vida, teremos também uma personalidade global em construção, que terá nas vivências deste momento a oportunidade de evolução. Certamente, se o tema fosse desenvolvido, surgiriam “brechas” por faltarem explicações que consideramos lógicas, como por exemplo, os efeitos sofridos nesta atual existência e suas ligações com ações passadas. A questão “reencarnação” dá uma noção realmente bem mais ampla sobre esta “personalidade em desenvolvimento”, o que quero aqui é apenas argumentar que de certa forma, temos uma fraca repetição deste processo, ainda que consideremos uma vida apenas. Pois mesmo em tal caso, permanece a necessidade de desenvolvimento. A questão “reencarnação” só é percebida como fato por quem nela acredita, assim como eu ou você, para os outros não será. A liberdade de aceitação que cada um possui, constrói, de acordo com a percepção pessoal, uma realidade singular.

Você falou do “espelho” e lembro de uma profecia Maia que diz que em certa época, no final dos tempos, a humanidade entraria no “salão dos espelhos”, significando certo ponto onde cada um teria de reconhecer suas falhas, sem escapatória. Também está na Bíblia, por exemplo, que “a boca fala do que o coração está cheio”, significando, me parece, aquele tipo de característica presente em nós e não reconhecido, mas percebido quando demonstrado por outro. Na verdade, isto você mesma expôs até bem claramente ao escrever que “Quando observamos estamos criticando nas pessoas, muito sistematicamente, determinados tipos de comportamento, fiquemos atentos pois poderá ser um aspecto de nossa própria Sombra que queremos negar.”

Eu gostei muito destas palavras! E vejo lógica no pensamento de que se formos atentos para com nós mesmos podemos reconhecer “pontos fracos” e os desenvolver, bem como que, com o progressivo desenvolvimento sejamos capazes de equilibrar nossas tendências mais recônditas.

O retorno do Filho do Homem.

De forma geral a cristandade compartilha a ideia de que Jesus, com sua morte terrena, tenha assumido os pecados da humanidade, salvando-nos por atrair a Si tais pecados. Também o pensamento de que Jesus retornará com a elevada missão de nos salvar... de novo... é compartilhado. O fato não percebido aqui é a falta de ênfase a responsabilidade individual, pois sempre será exigido um novo sacrifício.

Se exige que o Criador nos salve em nome de Seu grande Amor e que deixe de lado o fato de que sozinhos, por muitas e muitas vezes, não quisemos saber o que Sua Vontade possa significar. Seria moleza não é mesmo, seguir no caminho que se bem entende e depois esperar que o Criador, obviamente, nos forneça os meios para que possamos nos salvar dos erros que sozinhos produzimos...

O que esta lógica esquece ou quer esquecer é que a humanidade já recebeu vários auxílios e nem sempre os soube aproveitar.

Embora eu, particularmente, já considere estranho este pensamento em outros grupos cristãos, ele surge também em quem tem na Mensagem algo de valor. Digo “outros grupos cristãos” pois qualquer pessoa que sentir na Mensagem algo valoroso será, também, cristão, pois dentro do que a Mensagem nos trás Cristo tem importância fundamental.

A espera de que o Filho do Homem retornará foi expressada em dois tópicos.

1 (2006) - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=2396529&tid=2463202164887006750



Tal pensamento incentiva a mornidão através da dúvida, pois se ficaram coisas pendentes, então, nos falta o necessário para acertar. Parece que tudo o que nos era possível fazer para granjear a compreensão já foi feito, algo que ainda não teríamos alcançado justamente por haver “coisas pendentes”. Há também certa vaidade, pois se recusamos Jesus e Abdruschin (que por quem vê na Mensagem a Palavra de Deus é considerado como enviado do Criador para auxílio a humanidade, para que não se perca antes do termino do acontecimento “Juízo Final”) nada mais “justo” que o Criador novamente envie um Auxiliar para completar as lacunas que deveriam ser preenchidas pela busca intensa e sincera por respostas. Aqui, adeptos da Mensagem com tal expectativa e de credos cristãos diferentes estão lado a lado, pois ambos esperam um novo auxílio...

Não nego ter simpatia pela busca por respostas, algo raro entre adeptos da Mensagem onde geralmente se confunde ser humilde com ser incapaz de refletir... Sendo assim, não digo que o questionamento deva parar, mas que ele seja ampliado.

Observemos, por exemplo, a necessidade de um núcleo de Luz. Pois se considerarmos que já na época de Jesus a humanidade havia falhado e que hoje, após tanto tempo, não temos razões para acreditar que esteja melhor, então, chegamos a conclusão de que a humanidade não serve como pólo de atração de um enviado da Luz. Acredito que a dissertação “Pai, perdoai-lhes pois não sabem o que fazem” traga ajuda na questão por nos motivar a buscar a razão do “como” Abdruschin pôde chegar a Terra. Onde estava o pólo de Luz necessário para lhe dar a ancoragem?

Há um documento chamado “Sobre a vida e atuação de Abd-ru-schin, Maria e Irmingard na Terra de 1875 até 1900”, de autoria de Herbert Vollmann, editado por ocasião do 50° aniversário da morte de Abd-ru-schin em que o autor aborda a questão do retorno com as seguintes palavras:

“ Para finalizar, quero ainda tomar posição perante a pergunta se Imanuel voltará pela segunda vez em um corpo humano à Terra, uma pergunta que se repete e é divulgada por Portadores da Cruz. Já expliquei em outra página que isto não será possível. Devido a falha da humanidade, que no início não fora prevista em tal dimensão, o Filho do Homem, Imanuel, não pôde edificar o reino da Paz enquanto vivia na Terra, como fora projetado a princípio. Por isso, Ele também não teve condições de dar as explicações ulteriores anunciadas na Mensagem do Graal.
Imanuel deixou a Mensagem do Graal aos seres humanos como seu legado, sua última e definitiva Palavra, não haverá uma outra Mensagem!”


Outra passagem é aquela que João Ramirez deixou, retirada do trabalho conhecido como “Livreto de Wagner”.

Nenhum Filho de Deus pisará mais nesta Terra!
Com estas palavras deu para entender que a partida do SENHOR não estava muito longe. Por várias vezes Ele já mencionara isso, apreensivamente me conscientizei do que ouvi. Certa vez tomei coragem e Lhe perguntei se eu entendera certo o que me dissera. Com seriedade Ele me respondeu:
É de se supor que a longanimidade do Pai uma vez chega ao fim


Os negritos são, ao que parece, do próprio Wagner.

Da primeira citação destaco um ponto.

"a pergunta se Imanuel voltará pela segunda vez em um corpo humano à Terra"

O texto diz “segunda” e não “terceira” vez.

Ocorre por na primeira encarnação se tratar de Parsival e não Imanuel.

No livro “A vida de Abduschin” consta nas páginas 137 e 138 uma visão de Nahome (Irmingard) em que ela é informada de que Parsival (Abdruschin) está na Terra sob a proteção de um guarda do Graal (Ebranit). A descrição continua até um ponto em que estão os três em uma tenda: Abdruschin, Ebranit e Nahome. Nahome olha fixamente para Abdruschin e ele pergunta o que ela procura, ao que ela responde, Parsival.

Na primeira encarnação o juízo era parcial, não sendo necessária a irradiação de Imanuel para desencadear acontecimento algum. O invólucro terreno daquela época veio, segundo o livro, com o nome de Omaram (página 15), nome que foi alterado sob os cuidados de Ismael (página 24).

Temos então que para o desencadeamento do Juízo Final a irradiação de Parsival não bastaria, o invólucro terreno teria de ser purificado a tal medida que, em certo ponto pudesse receber a irradiação de Imanuel. Existem nos dois casos, assim me parece, objetivos diferentes bem como também, diferentes pontos alcançados nos processos de refinamento o que por si, coloca um limite ao máximo possível em cada atuação.
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Allan R. Régis.
ar.regis@terra.com.br